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Ambiente produtivo: ideias que funcionam. Vinícola Garibaldi

PROVIDÊNCIAS SIMPLES GERAM EFICIÊNCIA INDUSTRIAL E ECONOMIA

O conceito de sustentabilidade está muito vivo dentro da Vinícola Garibaldi: na missão, nos valores e nos princípios que norteiam a operação da empresa. “Por sermos uma cooperativa, nos relacionamos com 380 famílias, em 14 municípios do Rio Grande do Sul, que têm na uva seu principal meio de ganhar a vida. Temos então uma grande responsabilidade social, um aspecto com a qual procuramos lidar junto com os outros dois pontos do tripé da sustentabilidade: ecológico e econômico”, explica Alexandre Angonezi, diretor executivo da vinícola. “São várias as iniciativas sustentáveis, entre elas a compra de energia de fontes renováveis no mercado livre e o reaproveitamento da água do processo produtivo”, exemplifica.

Em 2011, a vinícola decidiu fazer uma alteração importante. Substituir o tipo de combustível utilizado nas caldeiras que aquecem água para produzir o vapor, usado em termovinificação , pasteurização e outros processos produtivos da empresa. Segundo Angonezi, o consumo de gás pela vinícola é um aspecto que sempre mereceu muita atenção. “Devido aos nossos processos de vinificação, gastamos mais de R$ 1 milhão por ano em gás natural. Isso representa quase 1% do faturamento, e o dobro dos gastos com energia elétrica”, destaca.

O óleo BTL, biocombustível não amigo do meio ambiente, usado até então, foi trocado pelo gás natural, que é ecologicamente correto, com nível mínimo de impacto ambiental. A antiga caldeira foi adaptada ao novo combustível e uma nova foi adquirida, para operar em conjunto.  Para tornar o processo de queima do gás mais eficaz, a Fundação Proamb, que presta serviços de gestão ambiental à Vinícola Garibaldi, indicou o SENAI. Foi diagnosticado que deveria ser feito um ajuste de eficiência energética. “Propusemos um projeto em duas fases. Primeiro, fazer a regulagem da queima do gás natural nas caldeiras. Depois aperfeiçoar o processo de automação que controla a atuação das caldeiras”, descreve Luís Hilário Ferrigo, técnico do SENAI que coordenou o projeto.

As interferências propostas pela SENAI tiveram êxito. A eficiência na queima do gás foi controlada e ajustada, como descreve Angonezi: “Passamos a precisar de 10% menos de gás para alimentar a mesma demanda dos processos da empresa. Foi uma economia considerável”. 

O projeto de automação na atuação das duas caldeiras ainda não teve seu desempenho medido. Mas é certo que passaram a trabalhar de forma sincronizada. Apenas quando a primeira atinge os 100% de eficiência, a segunda é ligada. Ao ligarem e desligarem no momento certo, há economia de energia e preservação dos componentes do equipamento.

Água muito bem tratada, de volta à natureza

Por orientação dos técnicos da Fundação Proamb, a Vinícola Garibaldi também implementou um projeto de reúso da água. Angonezi observa que a vinícola precisa de um alto consumo por dia: entre 50 e 70m³. A empresa também precisa ter muito cuidado com água que sai de todo o processo. Os índices de qualidade da água pós-tratamento têm de atender a parâmetros rigorosos de controle. Para alcançar os índices exigidos de forma precisa, há três anos a Vinícola Garibaldi recebeu assessoria da Fundação Proamb que fez o estudo para recomendar quais seriam os parâmetros ideais para a água ser reutilizada e, por fim, não agredir o meio ambiente. “Já entramos no terceiro ano e o projeto de reúso é um sucesso, 60% da água que utilizamos voltam para o processo: limpeza das instalações e torres de resfriamento, que necessitam de muita água”, descreve Angonezi. Os 40% restantes são despejados no rio, rigorosamente dentro dos parâmetros exigidos pela legislação.

Hoje, a água reutilizada pela empresa apresenta os índices de pureza necessários para uma ótima limpeza, para que os equipamentos não sejam prejudicados por ataques de sais ou impurezas, como também, para que, quando for despejada no rio ou evaporar para a atmosfera, o impacto ambiental seja praticamente desprezível. Além desses benefícios, o processo de reutilização da água possibilitou à empresa considerável economia no consumo da rede e menor necessidade de tirar da natureza esse precioso líquido.

As providências de utilização do gás natural com eficiência energética e de reúso da água levaram à Vinícola Garibaldi melhoria em seus processos, economia financeira e redução no impacto ambiental. Ideias colocadas em prática graças a uma filosofia empresarial voltada aos princípios da sustentabilidade.




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