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Coprocessamento ocupa lugar central na gestão de resíduos

    Há anos, a Fundação Proamb vem atuando para conscientizar, principalmente por meio da Fiema Brasil, sobre os desafios que a sociedade tem em gerir os resíduos industriais e urbanos.

    Na última edição da feira, em 2018, a pauta se transformou no 1º Seminário Internacional de Resíduos Industriais e Urbanos. Desse emblemático encontro, foi criado um grupo de estudos com a participação de representantes da sociedade local e de especialistas de Portugal e da Finlândia para a elaboração de uma proposta de um Plano Estadual de Resíduos para o Rio Grande do Sul.

    O objetivo foi transformar o "problema" resíduo em oportunidade para o desenvolvimento – para se ter uma ideia, com apenas 14% das 275 milhões de toneladas de resíduos sólidos gerados por ano no Estado seria possível gerar energia elétrica para suprir toda a demanda do Rio Grande do Sul.

    Neste sentido, o coprocessamento é uma das técnicas centrais na melhor gestão dos resíduos, pois os transforma em energia térmica sem gerar passivos ambientais. A Proamb é pioneira, no Estado, do know how envolvendo o coprocessamento e mantém uma planta em Nova Santa Rita que transforma 5.000 ton/mês de resíduos industriais em Combustível Derivado de Resíduo (CDR) – usado, principalmente, nos fornos de cimenteiras. Além de ambientalmente correto, o coprocessamento cria um novo ciclo econômico virtuoso, gerando empregos e desenvolvimento tecnológico.

    A partir de sua capacidade vanguardista, a Proamb já pensa em ampliar a capacidade de sua planta de coprocessamento para produzir energia elétrica. É um processo longo, mas que pode ser implantado aos poucos, mesmo que, atualmente, o aterro ainda seja a forma mais procurada para lidar com os resíduos. No Brasil, 55% das sobras são destinadas a aterros adequados, enquanto o restante vai para lixões.

    Pela grande quantidade de resíduos gerados pela sociedade, ainda é um modelo que esgota rapidamente a capacidade dos aterros, agravando os impactos para o meio ambiente. Outra questão é que eles estão rareando e sendo construídos cada vez mais longes das cidades, encarecendo todo o processo – da coleta à armazenagem, passando pelo transporte e pelas taxas cobradas pelos municípios para controlá-los.

    Aproveitar melhor a matéria-prima, para que origine novos produtos a partir da reciclagem – com a devida separação na fonte geradora para manter a qualidade do produto final –, e o processo da logística reversa, com a indústria compartilhando a responsabilidade do destino final de seus produtos, também são formas de gerir a questão dos resíduos de forma consciente.

    Durante a Fiema Brasil 2020, dentro dos eventos do FiemaCon, o 2º Seminário Internacional de Resíduos Sólidos Industriais e Urbanos, esses assuntos serão aprofundados e atualizados por especialistas e profissionais de destaque no setor, que compartilharão seus conhecimentos com os participantes.



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